segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A BAUNILHA DO BOSQUE

O bosque rescendia em flor

E a baunilha expelia o seu frescor

Hálito perfumado oloroso

Da essência da flora

Onde elabora

O explendoroso

Dossel da mata

Que exala e desata

De Iracema, a Tabajara

Fruta rara

Dos campos do Ipu

Onde a jandaia e a nambu

Faziam evoluções ao seu redor

Festejando em ritmo maior

Aquela deusa da cascata

No banho natural de pingos de prata

Que a baunilha acompanhava

E espalhava

O perfume que salpicava

Inebriando

Penetrando

No corpo da morena tapuia

Que se estendia seminua

À beira do riacho

Que de alto a baixo

Derramava

E lavava

A essência da baunilha

Que deslizava na filha

Do cacique Araken

Do chefe parente do Kubenkankren

Que da baunilha, jati e bonina

A selvagem menina

Consigo levava

O perfume, o favo e o resplendor

Que do português bandeirante

Foi num instante

O seu grande amor!

(Dra. Maria Cleide de Melo Lima Damasceno – 18-08-2009)

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